Conheça os 7 poetas negros mais brilhantes

O Brasil possui uma população bem miscigenada, logo, nós temos muitos poetas negros. Apesar de nem todos serem famosos, eles são muito importantes para nossa cultura e marcaram a história com suas publicações. Desde os mais antigos aos contemporâneos, todos têm o seu lugar nas artes brasileiras e devem ser reverenciados.

Por isso, fizemos uma lista com alguns dos poetas negros mais brilhantes do nosso país. Continue a leitura e confira!

1. Maria Firmina

Nascida em São Luís (MA), foi a primeira professora concursada do seu estado, aos 22 anos. Também, foi pioneira ao escrever o primeiro romance abolicionista do país e ser a primeira mulher negra a publicar um livro, com “Úrsula” (1859). Ainda, lançou os poemas “Parnaso maranhense” (1861) e muitos outros em diversos jornais, além de composições musicais. Em 1880, após se aposentar, criou uma escola gratuita e mista.

2. Machado de Assis

Considerado por muitos como um dos maiores nomes da literatura brasileira. Joaquim Maria Machado de Assis publicou além de romances, também, poemas, contos e peças de teatro. Foi pioneiro na crônica em diversos jornais e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Produziu mais de 50 obras, entre as mais famosas, estão: “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881); “O Alienista” (1882); “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899).

3. Elisa Lucinda

Além de poetisa, é atriz, cantora e jornalista, conhecida por aparições em novelas, filmes e recitais em teatros, escolas e empresas pelo país. Escreveu livros como “A Lua que menstrua” (1992); “Eu te amo e suas estreias” (1999); “A Fúria da Beleza” (2006); “A Poesia do encontro” (2008); “Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada” (2014), além de vários discos de poesias.

4. Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa, também conhecido como Dante Negro ou Cisne Negro, era filho de escravos libertos, mas foi educado pela família do seu ex-senhor, Guilherme Xavier de Sousa, de quem adotou o nome Sousa. Aprendeu latim, francês e grego, além de matemática e ciências naturais. Em vida, publicou os livros: “Broquéis” (1893); “Missal” (1893) e “Tropos e Fantasias” (1885). Postumamente, foram lançados “Evocações” (1898); “Faróis” (1900); “Últimos Sonetos” (1905), entre outros.

5. Conceição Evaristo

Criada em uma favela de Belo Horizonte, foi empregada doméstica e terminou a escola apenas aos 25 anos. É formada em Letras, mestre em Literatura Brasileira, doutora em Literatura Comparada e estreou em 1990 na antologia Cadernos Negros. Ainda, escreveu os romances: “Ponciá Vicêncio” (2003); “Poemas da recordação e outros movimentos” (2008) e “Insubmissas lágrimas de mulheres” (2011).

6. Fátima Trinchão

Graduada em Letras – Francês, essa escritora baiana estreou em um jornal com o poema “Contemplação”. Tem como tema maior as questões sociais enfrentadas pelos afrodescendentes. Fez parte das antologias “Hagorah” (1984); “Baia de Todos os Encantos” (2011); “Versos e Contos” (2010); “Versatilavra” (2010) e “Cadernos Negros”. Além disso, escreveu os livros “Contos, crônicas e artigos” (2009) e “Ecos do passado” (2010).

7. Abdias Nascimento

Nasceu no ano de 1914 em Franca (SP) e era escritor, político, artista plástico, teatrólogo e poeta. De família pobre e neto de uma escrava, aprendeu com a cultura popular dos mais velhos e se tornou ativista do movimento negro. Lecionou na Universidade do Estado de New York, nos EUA, foi professor do Cultura Africana no Novo Mundo do Centro de Estudos Porto Riquenhos e professor convidado na Universidade de Ife, na Nigéria. Possui uma obra vasta, incluindo o livro de poesias “Axés do sangue e da esperança: Orikis” (1983).

Como vimos, o Brasil é rico em poetas negros excepcionais, muitos deles são desconhecidos pelo grande público, mas alguns já alcançaram o mundo. Existem muitos outros, essa é apenas uma pequena parte, e prova que a literatura rompe barreiras sociais e raciais, para encantar as mentes e corações dos amantes da poesia.

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